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Atividades de Estímulo ao Empreendedorismo PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Sueli Aparecida Zambon   
Qua, 10 de Julho de 2013 00:00

[i]Sueli Aparecida Zambon

[ii]Roberto Ferrari Junior


RESUMO

Este trabalho analisa programas existentes direcionados ao ensino de empreendedorismo, mapeando os locais onde as disciplinas são oferecidas, a frequencia do assunto na web, os grupos de interesse, o comportamento das pessoas frente às disciplinas ministradas, os tipos de cursos existentes, as escolas que oferecem a proposta e os pontos positivos e negativos. O estudo busca avaliar e dimensionar o avanço da cultura empreendedora aplicada e seus benefícios, que entendemos estar além de preparar os jovens para atividades empresariais, desenvolvendo lhes habilidades que lhes permitam serem protagonistas das próprias vidas.

 

 


Palavras-chave: empreendedorismo, cultura empreendedora, ensino de empreendedorismo, práticas empreendedoras.


ABSTRACT

This paper analyzes existing programs aimed to entrepreneurship by mapping locations where the courses are offered, the frequency of the subject on the web, stakeholders, the behavior of people facing the disciplines administered, the types of existing courses, schools that offer the proposal and the positives and negatives points. The study aims to evaluate and measure the progress of applied entrepreneurial culture and its benefits, which we believe to be beyond preparing young people for business activities, developing their skills to enable them to be protagonists of their own lives.


Keywords: entrepreneurship, entrepreneurial culture, teaching entrepreneurship, entrepreneurial practices.

SUMÁRIO

1

INTRODUÇÃO

4

2

JUSTIFICATIVA

5

3

TRABALHOS RELACIONADOS

6

4

PROGRAMA DE FORMAÇÃO DE EMPREENDEDORES

8

4.1

SEBRAE - SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

8

4.2

JA BRASIL - JUNIOR ACHIEVEMENT - BRASIL

10

4.3

SENAC – SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL

11

4.4

INSPER – INSTITUTO DE ENSINO E PESQUISA

12

5

METODOLOGIA

13

6

RESULTADOS

14

7

CONCLUSÕES

14

8

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

15


1 INTRODUÇÃO

O espírito empreendedor, que já foi impulso de criação do empresário e do empregador, hoje abandona esse universo restrito passando a ter um significado mais abrangente e importante, cujas dimensões perpassam os limites dos negócios das empresas para ter uma significação mais ativa e abrangente, devendo estar também presente no cotidiano dos jovens.

Pesquisar o empreendedorismo é importante na medida em que situa o indivíduo como sujeito do futuro e confere a ele a possibilidade de assimilar uma visão empreendedora e otimista para que ele possa descortinar suas potencialidades, concretizar seus sonhos e buscar a realização de seus ideais e das coisas em que acredita, tornando-o um indivíduo mais feliz e produtivo.

Embora a atividade empreendedora tenha nascido com o homem e a sociedade, como nos diz Macêdo et al (2010),  pesquisas sobre o assunto são ainda muito recentes.

A atitude empreendedora favorece a interferência criativa e realizadora em busca de um crescimento pessoal e coletivo, por meio do desenvolvimento da capacidade intelectual de solucionar problemas, tomar decisões, ter iniciativa, competências essas cada vez mais buscadas no âmbito profissional e valorizadas no trabalho.

Por conta da falta de pesquisa na área que aponte a importância do aprendizado de empreendedorismo desde o ensino fundamental, o Estado pouco tem incentivado os aprendizados nesta área e aos professores falta especialização e estímulo.

O desenvolvimento do empreendedorismo no Brasil se deu a partir da década de 90. Antes deste período, o ambiente político/econômico brasileiro não encontrava informações suficientes sobre práticas empreendedoras.

No começo do século XIX, com o fim do ciclo da revolução industrial, o processo de produção mundial ingressou em uma nova etapa de produção de bens e serviços. Houve então a batalha pela conquista dos mercados.

Na primeira década do século XXI, o avanço da tecnologia vem substituindo não só o esforço físico como grande parte da atividade intelectual. Uma das consequências dessa “era do conhecimento” no Brasil é a tendência à informalidade no mundo do trabalho.

Segundo Ricca (2004), pesquisas da Global Entrepreneurship Monitor, feitas pelas Universidades dos Estados Unidos e da Inglaterra, a taxa de atividade empreendedora em 31 países ao redor do mundo aponta o Brasil como:

6º. lugar no ranking de país mais empreendedor do mundo,

5º. lugar em empreendedorismo por necessidade,

10º. lugar em empreendedorismo por oportunidade.

Diante desse quadro, é concebível a ideia de que novas formas de trabalho sejam apresentadas aos estudantes desde o início da vida escolar até a universidade.

Para esse desafio, cabe destacar o papel e a importância de técnicas que podem e devem aprimorar as práticas empreendedoras. Professores e alunos precisam ser agentes de transformação capazes de propor uma sociedade de ideias mais justas e igualitárias, proporcionando um aumento de oportunidades e diminuição da exclusão social, intelectual e moral. Há uma necessidade mais que urgente de comprometimento dos jovens com um mundo melhor, estimulando atitudes, talentos e habilidades que poderão evoluir ou para um grande negócio que traga benefício ao país, ou para a realização de seus próprios objetivos e integração na sociedade.

A partir da riqueza do tema em questão, pode-se levantar pelo menos duas questões de pesquisa:

1. Como são as atividades de estímulo ao ensino de empreendedorismo existentes nas instituições de ensino infantil, médio e superior?

2. Qual é o material usado nas aulas?

Este trabalho delineia a estrutura das ofertas de ensino das disciplinas de empreendedorismo nas instituições de ensino fundamental e médio no Brasil, bem como subsidia os parâmetros para a construção de futuras propostas de pesquisa de novas aplicações no ensino desse conteúdo.

Espera-se, além de subsidiar o entendimento do cenário de ensino em empreendedorismo no Brasil, colaborar para o desenvolvimento de um pensamento crítico a respeito do tema e abrir caminho para a introdução de propostas práticas e inovadoras dentro do modelo atual, que sirvam como base de discussão para futuras melhorias.

Esta pesquisa objetiva o desenvolvimento do mapeamento de alguns acontecimentos empreendedores de relevância, trazendo dados importantes sobre os cursos atualmente vigentes nesta área. Como objetivo específico, espera-se pontuar os resultados obtidos verificando se houve mudanças positivas no comportamento dos estudantes submetidos a algum programa de empreendedorismo.


2 JUSTIFICATIVA

A situação atual e as constantes crises econômicas apontam para a necessidade de estudos e pesquisas relacionadas à formação de profissionais da área de empreendedorismo aptos a aplicarem seus conhecimentos e habilidades em negócios criativos e inovadores, que disponibilizem soluções rápidas às necessidades empresariais e sociais.

Os novos profissionais deverão desenvolver alternativas inteligentes, atuando com respostas positivas às novas tendências do mercado de trabalho, seja como empreendedores corporativos de forma autônoma, ou organizados em empresas, mas sempre com a preocupação de oferecer serviços de alta importância e relevância dentro de preceitos éticos e sustentáveis.

O empreendedorismo é um dos assuntos mais importantes na atualidade. Tanto as escolas como os estudantes e a sociedade em geral, observam o empreendedorismo de maneira proativa.

Pesquisas visam fortalecer o tema enquanto área de interesse, até então pouco pesquisada.

Segundo a Endeavor Brasil (2012), grandes organizações como o Fórum Econômico Mundial, a Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) já começaram a estudar o fenômeno. No Brasil, organizações como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Fundação Dom Cabral e a Associação Nacional de Estudos em Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas (Anegepe) também demonstram especial interesse pelo tema (ENDEAVOR BRASIL, 2012, p.06).

Como parte desse crescimento, a educação empreendedora tornou-se tema de pesquisa em todo mundo. (ENDEAVOR, 2012, p.05).

A aptidão empreendedora não constitui um dom inato do indivíduo, ao contrário do que se pensa, ela é construída. O indivíduo é um ser social, influenciado pelo meio em que vive, sua tendência empreendedora pode acontecer por influência familiar, prática ou formação na área. (PROMOÇÃO DO EMPREENDEDORISMO NA ESCOLA, 2007, p.6).

Para Drucker (2005) a criatividade não depende de inspiração, mas de estudo árduo, de um ato de vontade. Assim como a pesquisa sistemática pode resultar na invenção, também pode - e precisa - haver uma busca premeditada de oportunidades para inovar.

Programas como “The Entrepreneurship Education Project (EEP)“ do qual faz parte a ENDEAVOR Brasil, avaliam o impacto dos cursos de empreendedorismo levando em conta as atitudes, o comportamento e as habilidades dos alunos.


3 TRABALHOS RELACIONADOS

Quanto ao ensino de empreendedorismo foram abordadas teorias de vários autores importantes na área entre eles, Macêdo et al (2010), que sustentam que o grande desafio em relação à educação para o empreendedorismo é a necessidade de equilibrar o treinamento em conhecimento de negócios, necessário para a exploração de oportunidades empresariais, com a formação na "arte" de ser um empreendedor necessário para a exploração de oportunidades empresariais.

Kirby (2005) sugere que é necessário haver uma mudança na aprendizagem de educar "sobre" empreendedorismo para educar "para" ele. Salienta que as escolas precisam enfraquecer os processos de pensamento, de modo a incentivar e estimular a imaginação empresarial com foco na criatividade e mudança.

Sexton, Low e Steyaert citados por Borba et al, (2011) direcionaram suas pesquisas nas características empreendedoras e na criação de novos empreendimentos. Com esses modelos, os pesquisadores do campo buscam os motivos para ensinar o processo de empreender para a sociedade.

Ripollés (2011) salienta que o aluno que continua os estudos na pós-graduação nessa área, deve saber combinar o equilíbrio do estudo dirigido e experimental, buscando ferramentas estratégicas para ideias inovadoras, definindo áreas de carência que devem ser estudadas e corrigidas através de perspectivas diferentes.

Para Jack e Anderson (1999): a cultura de uma empresa baseia-se na premissa de que o empreendedorismo é o motor que impulsiona a economia. É crescente o aumento no número de instituições de ensino ministrando cursos de empreendedorismo precisando, no entanto, ser criticamente revisados.

Brockhaus (2001) citado por Arndt (2011): diz que ainda muito pouco se conhece acerca de técnicas de ensino eficazes para a educação empreendedora.

Filion (2000) afirma que não se pode ensinar empreendedorismo como se ensinam outras disciplinas. Diz ainda que os sistemas escolares ainda parecem inadaptados diante das condições atuais do mercado de trabalho e necessitam urgente de medidas que propiciem um maior desenvolvimento empreendedor.

Drucker (2005, p.34, 38) salienta que qualquer indivíduo que tenha uma decisão a tomar pode aprender a ser um empreendedor e se comportar empreendedoramente. Para ele, o empreendimento é um comportamento e não um traço de personalidade, tendo como bases o conceito e a teoria, e não a intuição. Empreender é uma iniciativa “arriscada”, principalmente porque são poucos os empreendedores que sabem o que estão fazendo. Eles violam regras elementares e bem conhecidas, pois lhes falta a metodologia.

O pensamento positivo ou negativo e a percepção da sociedade podem influenciar a motivação das pessoas tornando-as capazes de reconhecer oportunidades de negócios e adquirir as habilidades necessárias para explorá-los.


4 PROGRAMAS DE FORMAÇÃO DE EMPREENDEDORES


4.1 SEBRAE - SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

O SEBRAE é uma entidade privada, sem fins lucrativos, criada em 1972 cuja missão é fomentar o empreendedorismo e intermediar a competitividade e o desenvolvimento das micro e pequenas empresas. Também promove programas de capacitação e feiras, sendo responsável por parcerias entre os setores público e privado.

Implantado pelo SEBRAE/SP, o programa JEPP faz parte do projeto Educação Empreendedora e é proposto a alunos do ensino fundamental e médio em algumas escolas do interior do estado de São Paulo. (SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2013).

O JEPP existe desde meados de 2001 e é aplicado em mais 11 estados brasileiros. No Espírito Santo, o programa começou em 2007, atendendo a cinco municípios e cerca de três mil alunos do Ensino Fundamental. Em 2012, a iniciativa tem parceria com os municípios de Vila Velha e Pinheiros e engloba mais de 40 mil alunos da rede pública estadual. (KAROLINE, 2012).

O programa Jovens Empreendedores Primeiros Passos (JEPP) é responsável pela capacitação dos professores do ensino formal para que vivenciem com os alunos comportamentos empreendedores. O objetivo do programa é disseminar a cultura empreendedora entre os jovens de seis a 14 anos. A metodologia compreende jogos, dinâmicas de grupo, exercícios e pesquisa intra e extraclasse, com temas adequados para cada faixa etária.

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo e o SEBRAE-SP firmaram parceria para ministrar aulas de empreendedorismo para todos os alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental já em 2013. Para isso, estão sendo ministradas oficinas nos moldes do JEPP a 75 educadores da rede pública. (SEBRAE, 2013).

As aulas de empreendedorismo, ministradas aos sábados, aproveitam o contexto do programa Escola da Família ou o contra turno das aulas regulares. As turmas e horário das atividades, definidas pelos professores, dependem do número de inscritos.

O Programa Escola da Família, criado em 23 de agosto de 2003 pela Secretaria de Estado da Educação, proporciona a abertura de escolas da Rede Estadual de Ensino, aos finais de semana, por profissionais da educação, voluntários e universitários, com o objetivo de oferecer à comunidade atividades que contribuem para a inclusão social. Estudantes universitários recebem bolsa de até 100% para participar das atividades.

Emprega-se uma metodologia diferenciada e adaptada de acordo com a série em que é ministrado o curso. Assim, são trabalhadas questões relativas ao meio ambiente, sustentabilidade e criatividade relacionadas a aspectos comportamentais como motivação, iniciativa, tomada de decisão e convivência em grupo. (SEBRAE, 2013).

Segundo o SEBRAE (2013), a partir do segundo semestre de 2013, também os alunos do ensino médio técnico no Brasil passarão a ter aulas de empreendedorismo. A iniciativa é resultado de um acordo de cooperação entre o Ministério da Educação e o SEBRAE e vai integrar o Pronatec. (PRONATEC, 2012).

Conforme Giorgino (2012), de acordo com dados do SEBRAE-SP, mais de dez mil professores já foram capacitados para aplicar a metodologia em alunos do ensino fundamental, médio e superior, e cerca de 240 mil alunos no estado de São Paulo já foram beneficiados.

A metodologia reúne três soluções de capacitação empreendedora, direcionadas a três públicos diferentes, de acordo com a idade e a frequência escolar:

Programa

Enfoque


programa:

Jovens Empreendedores Primeiros Passos

público alvo: 7 a 14 anos

-Disseminação da cultura empreendedora entre os jovens a fim de despertar na população escolar a iniciativa na busca de possibilidades de inserção no mercado de trabalho, por meio da criação de seus próprios negócios.

-A metodologia contempla a vivência do aluno nas diversas fases do curso.

-O tema proposto para cada série é adequado à faixa etária correspondente, bem como os jogos, dinâmicas grupais, exercícios e pesquisas intra e extraclasse.

-Nas propostas dos planos de negócios, procurou-se responder às necessidades dos alunos qualquer que seja sua condição escolar, social econômica e cultural bem como incentivar o envolvimento da comunidade escolar.

programa:

Formação de Jovens Empreendedores

público alvo: 16 a 24 anos

-O aluno será estimulado a pensar e agir como um empreendedor, descobrir passo a passo, como funciona o mundo dos negócios, a operação de uma empresa, regime jurídico, etc.

- estimulado também a gerar novas ideias, e a partir do seu conhecimento técnico e gerencial transformar a ideia em produto ou serviços.

-O programa é aplicado nas escolas de ensino médio ou superior como curso extracurricular, podendo a escola incluir o programa na grade curricular.



programa:

SEBRAE no Campus

Público alvo: estudantes de qualquer área do ensino superior


Estimular o empreendedorismo no meio acadêmico trabalhando técnicas para desenvolvimento das características empreendedoras com estudantes do ensino superior, que estão constantemente buscando por aprimoramento profissional, visando propiciar a estes alunos uma nova perspectiva ao deixar a academia além de poderem apresentar um importante diferencial no mercado de trabalho.

Permite que estudantes de qualquer área possam adquirir conhecimentos sobre os fundamentos para abertura e gerenciamento do próprio negócio.

Ao término do curso o aluno será capaz de identificar oportunidades em sua área de formação, analisar a viabilidade mercadológica, econômica e financeira e elaborar um plano de negócios.

Fonte: SEBRAE – EDUCAÇÃO EMPREENDEDORA (2012)


O SEBRAE também oferece cursos nos moldes EAD com dicas, conceitos, depoimentos e temas de interesse. A divulgação é amplamente divulgada nas redes sociais. Através do seu endereço eletrônico, proporciona aos clientes um amplo acervo de informações técnicas e orientações, que podem ser acessadas conforme o interesse do empreendedor, setor de atuação e localidade. (SEBRAE/SP, 2013).


4.2 JUNIOR ACHIEVEMENT – BRASIL

A Junior Achievement está presente em 26 Estados brasileiros e Distrito Federal. Ao todo 2,6 milhões de jovens já participaram dos programas de empreendedorismo desenvolvidos em sala de aula por voluntários da classe empresarial. (JUNIOR ACHIEVEMENT, 2013).

Entidade existente em 120 países, a Junior Achievement utiliza o método aprender-fazendo para colaborar com o desenvolvimento da educação empreendedora nos jovens do mundo todo. Por meio de parcerias entre a entidade e empresários, voluntários e escolas, os jovens são inspirados a buscar o sucesso na economia global. (JUNIOR ACHIEVEMENT, 2013).


Atividades empreendedoras ministradas a alunos do ensino médio

Vamos falar de ética

Reflexões sobre conduta pessoal e profissional

Torneio de decisões empresariais

Tomada de decisão, educação financeira, trabalho em equipe, estratégias vencedoras

Nexa – núcleo de ex-achievers

Crescimento pessoal, novas experiências

Miniempresa

Experiência prática  na criação de uma empresa,

Mese

Jogo que reproduz o mercado dos negócios

Mercado internacional

Economia global, comércio internacional

Mercado global

Trocas comerciais e culturais

Liderança comunitária

Terceiro setor, projetos sociais e liderança

Habilidades para o sucesso

Aulas de preparação para o mercado de trabalho

Globe

Programa simulador de uma empresa exportadora

Finanças pessoais

Decisões financeiras eficazes e planejadas

Empresário – sobra por um dia

Vivência de um empresário ou executivo

Bancos em ação

Conceitos de educação financeira

Atitude pelo planeta

Desenvolvimento sustentável

 

Fonte: Junior Achievement-Brasil (2013)


Fonte: Junior Achievement – Brasil/2013


Além dos programas, o projeto também teve, como complemento, o Prêmio Miniempresa, competição que escolheu os melhores empreendimentos estudantis do País (JA, 2012). O Programa Miniempresa, considerado o carro chefe proporcionou aos estudantes do 2º e 3º anos do ensino médio, experiência prática em economia e negócios. O projeto foi desenvolvido em 15 semanas, em jornadas semanais com duração de 3h30min realizadas nas escolas, geralmente à noite. Aos estudantes foram ensinados conceitos de livre iniciativa, mercado, comercialização e produção. O Programa foi acompanhado por quatro profissionais voluntários das áreas de Marketing, Finanças, Recursos Humanos e Produção, sendo que cada participante se converteu em um mini empresário. (PREMIO MINIEMPRESA, 2012).


4.3 SENAC – SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL

A história do SENAC data de 10 de janeiro de 1946, instalando e administrando, em todo o país, escolas de aprendizagem comercial. O SENAC - Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial é uma instituição privada, sem fins lucrativos, que investe na qualificação e formação profissional nas áreas de comércio e serviços. (SENAC, 2013).

Conforme informações constantes em SENAC GESTÃO EMPREENDEDORA (2013) é oferecido curso de Especialização em Gestão Empreendedora na modalidade à distância, com carga horária de 360 horas e um encontro presencial por semestre para avaliações obrigatórias. As aulas acontecem aos sábados, em período integral, no polo escolhido pelo aluno. O curso é direcionado a profissionais graduados nas diversas áreas do conhecimento, interessados em desenvolver competências para o gerenciamento empreendedor. Público-alvo:

*Profissionais graduados nas diversas áreas de conhecimento e que tenham interesse em desenvolver as competências que possibilitem um processo de gerenciamento de forma empreendedora.

*Administradores em níveis de gerência ou direção;

*Executivos de empresas de médio porte;

*Administradores, advogados, contadores, profissionais de propaganda e de marketing que tenham interesse em desenvolver empreendimentos próprios ou em suas empresas;

*Egressos de cursos superiores que tenham intenção a criação de empresas ou de expansão de seus negócios;

*Docentes nas áreas de Administração, Marketing, Comunicação, Ciências Contábeis, entre outras;

*Todos que se interessam por empreendedorismo de start-up ou corporativo;

*Profissionais liberais ou autônomos interessados em expandir e administrar melhor seu negócio. (SENAC - GESTÃO EMPREENDEDORA – 2013).

O curso acontece por meio do ambiente virtual de aprendizagem onde são disponibilizados os componentes curriculares e seus respectivos recursos didáticos.
As atividades envolvem pesquisa, elaboração de propostas, estudos de caso, exercícios, sínteses, aprofundamento teórico e prático, discussões e registros de percurso. 
Os recursos permitem a interação e a colaboração entre os participantes da turma, oferecem videocolaboração, que permite a comunicação entre alunos e professores, com recursos de voz, texto e apresentação. O programa aborda o empreendedorismo, suas características e competências, estratégia e gestão empresarial, inovação e modelos de negócios, gestão de marketing e pesquisa de mercado, gestão de pessoas e liderança, contabilidade, capital de risco, desenvolvimento do plano de negócios, e o trabalho de conclusão no final do curso. (SENAC – GESTÃO EMPREENDEDORA – 2013).


4.4 INSPER - INSTITUTO DE ENSINO E PESQUISA

Em parceria com o Instituto Empreender Endeavor, o Instituto de Ensino e Pesquisa desenvolve o Curso Empreendedorismo em Ação, com carga horária de 30 horas cujo objetivo é desenvolver as habilidades necessárias a um empreendedor.(INSTITUTO DE ENSINO E PESQUISA, 2013).

O Curso Empreendedorismo em Ação foi desenvolvido pelo Insper em parceria com o Instituto Empreender Endeavor, (ENDEAVOR, 2013) com objetivo centrado no desenvolvimento das habilidades necessárias para formar empreendedores.

Diferenciais do curso de empreendedorismo do INSPER:

*compreensão do empreendedorismo voltado para os negócios sustentáveis,

*percepção da ampliação de oportunidades por meio da inovação,

*formulação de estratégias para o desenvolvimento,

*uso de metodologia ENDEAVOR (2012) para criação e planejamento dos empreendedores brasileiros,

*simulação de situações reais de captação de recursos.

O curso é dirigido a indivíduos interessados em aprender a desenvolver e identificar oportunidades através de uma visão empreendedora da situação existente. (INSPER, 2012).


5 METODOLOGIA

No desenvolvimento da argumentação para este trabalho, foi realizada uma pesquisa bibliográfica para a contextualização dos temas: Empreendedorismo Tecnológico, Empreendedorismo na Educação, O Ensino do Empreendedorismo, onde analisamos teses e dissertações, artigos e outras publicações que foram relevantes ao longo do nosso trabalho.

Além disso, foram realizadas pesquisas em web sites de governos e órgãos públicos nacionais e internacionais, artigos publicados sobre o tema, agências de pesquisas e outras publicações que pensamos serem úteis ao nosso projeto.

Por fim, complementando a pesquisa em escritos secundários, foi também realizada uma coleta de informações em fontes primárias sobre o emprego das disciplinas relativas ao empreendedorismo, material utilizado nas aulas, propostas apresentadas, técnicas utilizadas.

Pesquisas também foram realizadas no próprio site das empresas que fomentam o ensino de empreendedorismo, bem como em revistas que contribuíram indiretamente com a publicação de artigos referentes à implantação das disciplinas.


6 RESULTADOS

Essa pesquisa abordou alguns programas que oferecem atividades de ensino de empreendedorismo. Resultados indicam que entidades não governamentais existentes tem se organizado de forma a incentivar os cursos de empreendedorismo e isso tem sido feito de forma incansável e eficaz.

Parcerias importantes como a Junior Achievement e SEBRAE promoveram o Prêmio Miniempresa 2012, aliando a experiência da Junior Achievement em levar o empreendedorismo aos jovens, com a experiência do Sebrae em desenvolver e valorizar os pequenos negócios. (PRÊMIO MINIEMPRESA, 2012).

Em abril de 2013, parceria entre o SEBRAE e o SENAC em Minas Gerais, propiciou cursos, consultorias e oficinas empresariais aos empreendedores de Lagoa Santa e região. A parceria entre Sebrae e Senac em 2013 dá continuidade às ações implementadas pelo Sebrae em Lagoa Santa ao longo do ano de 2012. (SEBRAE e SENAC, 2013).

Órgãos governamentais, apoiados por instituições como a Junior Achievement e SEBRAE estão ampliando formas de disseminar os cursos de empreendedorismo nas escolas da rede pública, ao mesmo tempo em que tem oferecido treinamento aos professores. (JA BRASIL, 2013). Percebe-se que, mesmo sendo um tema transversal aos conteúdos didáticos existentes, o empreendedorismo tem se firmado como objeto de estudo científico, uma vez que tem sido notícia constante em jornais e sites oficiais. (SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2013).


7 CONCLUSÕES

Em virtude dos fatos mencionados, conclui-se que existem muitas evidências da importância do ensino de empreendedorismo como competência instrumental e social.

Percebeu-se que enquanto as escolas públicas ensaiam com timidez os passos para introduzir o currículo no aprendizado, entidades sem fins lucrativos e escolas particulares apoiam os ensinamentos de empreendedorismo apostando no crescimento do cidadão tanto como pessoa como inovador na sociedade.







8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ARNDT, Lautenschläger.  Journal of Entrepreneurship Education. January 1, 2011. Disponível em:
<http://www.readperiodicals.com/201101/2435240381.html>.  Acesso em 02 abr 2013.


ASN-AGÊNCIA SEBRAE DE NOTÍCIAS. Programa Jovens Empreendedores Primeiros Passos desperta o empreendedorismo em alunos do ensino fundamental. 2012. Disponível em: <http://www.agenciasebrae.com.br/noticia/19124637/ultimas-noticias/jepp-chega-a-estudantes-do-espirito-santo/>. Acesso em 10 mai 2013.


BORBA, Leandro et al. A produção científica em empreendedorismo: análise do Academyof Management Meeting: 1954-2005.  2011. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-69712011000200008&lang=pt>. Acesso em 02 abr 2013.


CHAVES, Rosario Rito; PARENTE, Cristina. O Empreendedorismo na Escola e o Paradigma das Competências: O caso da Junior Achievement- Portugal. Disponível em: <http://www.scielo.gpeari.mctes.pt/scielo.php?pid=S0873-65292011000300004&script=sci_arttext&tlng=en>.  Acesso em 16 abr 2012.


DOLABELA, Fernando. Entrevista para Diocsianne Moura - Portal Educacional. Atividades e Experiências, 2008. Disponível em: <http://www.educacional.com.br/revista/0408/pdf/06_Entrevista_FernandoDolabela.pdf>. Acesso em 10 mar 2013.


DORNELAS, J.C.A. Empreendedorismo: Transformando idéias em negócios. 4ª edição. Rio de Janeiro: Elsevier. 2012.


DRUCKER, Peter Ferdinand. Inovação e Espírito Empreendedor (Entrepreneurship): Prática e princípios. Tradução de Carlos J. Malferrari. São Paulo: Pioneira Thompson Learning, 2005.


ENDEAVOR – Empreendedorismo nas Universidades Brasileiras. 2012. Pesquisa Empreendedorismo Universidades Brasileiras, em 2012. Disponível     em: <http://promo.endeavor.org.br/pesquisa>.  Acesso em 10 jan 2013.


FERRARI, R. Empreendedorismo para Computação: criando negócios de tecnologia. Rio de Janeiro: Elsevier. 2010.


FILION, Louis Jacques. Empreendedorismo e Gerenciamento: processos distintos, porém complementares. 2000. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rae/v40n3/v40n3a13.pdf>. Acesso em 01 fev 2013.


GIORGINO, Paula dos Santos et al. Empreendedorismo e Educação: Estudos dos Pilares Educacionais. VIII Congresso Nacional de Excelência em Gestão. 2012. Disponível em: <http://www.excelenciaemgestao.org/Portals/2/documents/cneg8/anais/T12_0531_2647.pdf>. Acesso em 10 mai 2013.


INSPER-Instituto de Ensino e Pesquisa. Empreendedorismo em Ação. 2012. Disponível em: http://www.insper.edu.br/educacao-executiva/cursos-de-curta-duracao/empreendedorismo-em-acao/>. Acesso em 08 mai 2013.

 

 

 

Autor deste artigo: Sueli Aparecida Zambon - participante desde Seg, 25 de Maio de 2009.

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