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Escrito por Maria teresa Sauer   
Qua, 08 de Junho de 2011 00:00

Não raro, os pais sentem a tão famosa “falta de diálogo” com seus filhos, por mais que se coloquem à disposição, tenham tempo e vontade. Há, sem dúvida, uma fase em que os jovens são “do contra”. E do contra tudo e todos! Não gosto da expressão “aborrecentes”, na verdade, eles são “a dor recente”! Já repararam com que facilidade eles mudam de humor? Acordam felizes e falantes e, de repente, ficam amuados, aborrecidos e, o que é pior, descontam as mazelas nos pobres pais! Não pensem que isto só acontece com vocês!

Crescer implica em dor e eis o porquê do termo acima, visto que os jovens literalmente adoecem... É claro que eles se refazem da suposta “doença” em três tempos, mas enquanto esta não passa, os pais ficam parecendo alvos em um campeonato: é tiro para tudo quanto é lado!


Do alto de nossa suposta maturidade e esquecimento (a reboque...), achamos que conosco não era assim. E não era mesmo! Quem pode garantir que não fosse até pior... Quantas brigas tivemos com nossos pais pelos mesmos pseudomotivos! Os nomes poderiam ser diferentes, mas as razões... Estas eram as mesmas ou quase! Sair e voltar tarde, não avisar onde estava, a famigerada desordem do quarto...

E os “grandes problemas emocionais”?  Sempre havia uma amiga que, sem mais nem menos, “virava a cara”, um sujeitinho insolente que ora telefonava e ora nos mantinha no limbo total... Quanta choradeira porque o convite da festa do mês não havia chegado... Guardadas as devidas proporções, padecemos das mesmas calamidades, ou até piores!

Assim como para a felicidade não há receita, educar filhos é penoso, desgastante e sofrido! Mas, afinal, o diploma sai no mesmo dia: quando eles nascem são “graduados” como filhos e nós, como pais! Pensando assim, uma boa saída é tentar um crescimento e aprendizado conjunto, investindo na tentativa por erro e acerto! O mais sensato (sem ser receita...) está em ser pai e mãe e não “amiguinhos para sempre”!

Tarefas difíceis exigem atitudes igualmente complicadas! É nesta hora que o papel de pais deve se fazer presente, pois com os amigos não existem dificuldades, mas entre pais e filhos... Existem, e como! Ninguém deseja ser um algoz para seu filho, mas há momentos que é melhor trocar o “sim” pelo “não”, tão temido, tão politicamente incorreto!

Não podemos nos deixar levar pelos modismos que a sociedade impõe ao jovem, e aos pais, afinal, sequer sabemos quem os inventou. Por isso, é sempre melhor aplicar o bom senso que é nato na maternidade ou paternidade. É importante mostrar o porquê de determinada imposição balizada em suas experiências e não na experiência do vizinho ou dos pais de outros jovens.

Somos diferentes! Temos, portanto, valores diversos e devemos mostrar aos filhos que é justamente através da decisão tomada, que quase sempre os incomoda, que se dá à educação um caráter também diferenciado! Não há verdades absolutas para lidar com os jovens, mas existe o bem querer, ainda que, por vezes, pareça um mal sem fim!

Exerçam seus papéis com transparência e explicando como é difícil para os pais, também, lidar com o inusitado, inesperado. Enfim, mostrem-se presentes e firmes em seus posicionamentos. Afinal, vocês sempre podem usar o famoso: “Contra fatos não há argumentos”!

... E este milênio tem mostrado, cada vez mais, que argumentações desastrosas levam a fatos que promovem sofrimento e arrependimento. Viver é arriscar-se, mas não precisamos atravessar uma avenida com os olhos fechados!

 

Autor deste artigo: Maria teresa Sauer - participante desde Ter, 15 de Fevereiro de 2011.

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Comentários (2)
2 Seg, 20 de Junho de 2011 22:17
Maria teresa Sauer
Keli, que bom que você gostou do meu artigo! Concordo com todas as colocações que você mencionou sobre a educação dos filhos! Principalmente, a respeito dos limites!!!! As crianças e os adolescentes precisam, constantemente, desses limites, até para se sentirem mais seguros e amados!
Ter um companheiro de jornada na educação dos filhos é uma benção e, falar a mesma língua na hora de opinar é, sem dúvida, um privilégio.
Um grande abraço e obrigada!!!
Maria Teresa Sauer
1 Sex, 10 de Junho de 2011 15:49
Keli Lopes da Cruz
Maria adorei seu artigo, sou mãe de dois meninos (9 e 7 anos) e as vezes me pego fazendo a seguinte pergunta: Será que estou acertando na educação dos meus filhos?
Bom, tenho um casamento maravilhoso, meu marido é super companheiro, costumo chamá-lo de "Pãe", pois ele é dedicado e participa efetivamente da educação, trabalhamos em conjunto. Mas mesmo assim, bate muita insegurança.Meus filhos apesar de pequenos, já nos dão resultado do investimento que estamos fazendo, mas temos a certeza que tudo está apenas começando.
Nossa educação é baseada nos nossos pais,estudos sobre educação infantil e na Doutrina Espiritual (somos espiritualistas), não usamos violência física e conseguimos dar limites, dentro da faixa etária de cada um.
Um abraço.
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