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Tribunal decide que estudante do ProUni pode transferir benefício da bolsa para outro curso http://goo.gl/DwuU3
Qua, 24 de Agosto de 2011 10:31
 
Carlos Eduardo de Araújo Nogueira
Bom dia.

Esta semana, no clipping, saiu uma matéria falando sobre o nível de inadimplência no ensino superior. A coisa parece estar feia, batendo na casa de 20%.

Inadimplência é mesmo um assunto chato. E evasão é outro. Claro que são duas oportunidades para abordar o assunto aqui e no grupo de IES Management.

Já me debrucei sobre o tema para tentar colaborar com alternativas por onde passo. É possível acabar com a inadimplência? Por que a indadimplência acontece? Por que a evasão acontece? Quais são os vetores que levam a ambos?

Ainda não vi estudos profundos sobre esses dois temas. Até entendo o porquê. Provavelmente porque os dois assuntos são sazonais. Já vi alguns questionamentos do tipo "como pode, se damos um monte de bolsas, aderimos a todos os programas do governo?". Vou contar um caso do qual participei ativamente.

Mais ou menos cinco anos atrás participei de um grupo interno numa das maiores IES privadas da América Latina, que estava buscando formas de atuar sobre os vetores da inadimplência e da evasão. Isso foi antes do IPO, quando a equipe ainda estava motivada para buscar soluções. Na nossa equipe havia uma psicopedagoga muito experiente, inclusive no ensino fundamental, que dizia sempre assim: "o aluno dá sinais, antes de decidir, de que tem algumas coisa errada com ele e com a vida dele". Durante cinco encontros, nos debruçamos e "queimamos o muflo" para levantar todos os vetores e sairmos em busca de verificá-los. Nos dividimos em grupos e por agrupamento de vetores.

Encontramos uma lista bastante extensa de motivos. Eu, particularmente, não estava muito interessado nos motivos. Queria encontrar os "sinais", a que nossa psicopedagoga estava se referindo, para poder atuar sobre eles, antes que o aluno fosse às vias de fato.

Resumindo, o aluno dá sinais claros de que tem coisa errada com ele em sala de aula. E sabe quem é o primeiro a receber a informação? É o nosso querido e amado professor, que não a repassa à coordenação. Os motivos pelos quais ele não faz isso nós também listamos, e todo mundo aqui nesta rede sabe quais são.

O sinal está tão evidente, está na nossa frente todos os dias! O diário de classe é o local onde sabemos como está o aluno. Nossa psicopedagoga estava se referindo ao diário de classe. Nós só compreendemos o que ela queria dizer quando soubemos que ela havia trabalhado mais de dez anos no ensino fundamental. Só para nos relembrar, nos ensinos básico e médio a escola toda está de olho em você. Eles sabem tudo da sua vida e te acompanham, para poder cumprir seu papel como escola. Mas, no ensino superior é diferente. Cada um por si e seja o que Deus quiser. Ou seja, não estamos nem aí para o que está acontecendo com o aluno, a menos, é claro, que ele venha nos procurar.

Para concluir. Criamos um programa de capacitação de docentes e uma nova rotina para eles, para os coordenadores, para a secretaria acadêmica e para a tesouraria... consultoria de graça é como pescar em barril!

Certamente que os procedimentos que vou relatar, alguns de vocês já devem estar adotando. Quando o aluno atinge entre 10% e 15% de faltas (dependendo da quantidade de créditos da disciplina), o professor faz a primeira abordagem, sempre no fim da aula e com "tato de psicólogo". Ele sonda e depois repassa a informação para a coordenação naquele mesmo dia. Os coordenadores receberam um programinha em Access onde cadastravam todas as informações repassadas e as encaminhavam para as psicopedagogas. No Centro de Apoio Psicopedagógico foram criados alguns programas permanentes, e de procura espontânea, com atividades planejadas para o aluno "se soltar". E as psicopedagogas faziam também abordagens diretas, quando a situação estava mais crítica. Para a tesouraria, também criamos uma sub-rotina no programa financeiro, de modo que o coordenador fosse avisado quando do não pagamento da segunda boleta, atrasada mais de 10 dias. Neste caso, o aluno era chamado no CAP e as psicopedagogas trabalhavam para encontrar os motivos e os repassavam para os coordenadores e daí para cima, em busca de soluções.

Na secretaria acadêmica, criamos um "bate-e-volta" com os coordenadores, tipo corrida de obstáculos, para dificultar ao aluno trancar o curso sem que tomássemos conhecimento.

Depois de um trabalho de quase dois semestre, colheu-se o resultado: em 2004.1, a inadimplência estava na casa de 12% e o pacotinho evasão/trancamento/transferência estava em 9%. Em 2004.2, a inadimplência havia caído para 10% e o pacotinho para 8%. Mas, em 2005.1, a inadimplência havia baixado para 7% e o pacotinho para 5%. A instituição também ajudou, criando várias alternativas de pagamento, bolsas de diversos tipos, criou programas de emprego e recoloção profissional, estágio remunerado e uma série de outras ações.

Uma literatura que me ajudou muito a compreender esse universo das IES foi "Nos bastidores da Disney", de Tom Connellan, Ed. Futura. Quem já teve a oportunidade de ler vai se lembrar dos "multiplos postos de escuta". Quem não leu, fica a dica.
Qui, 14 de Abril de 2011 05:18
 
Abigail França Ribeiro
A Rede Mebox esteve representada no Congresso Internacional PeopleNet in Education, em São Paulo, dia 25 de março, onde Tiago Muriel palestrou especificamente sobre a utilização das Redes Sociais na Educação. E a Rede tem divulgado todos os eventos que discutam a inovação na Educação e as novasTecnologias de Informação e Comunicação. No período de 10 a 12 de maio estaremos em São Paulo, na Interdidática - Feira Internaconal de Tecnologia Educacional. Vocês têm razão: esse é o único caminho.
Seg, 04 de Abril de 2011 15:34
 
Abigail França Ribeiro
A Rede Mebox esteve representada no Congresso Internacional PeopleNet in Education, em São Paulo, dia 25 de março, onde Tiago Muriel palestrou especificamente sobre a utilização das Redes Sociais na Educação. E a Rede tem divulgado todos os eventos que discutam a inovação na Educação e as novasTecnologias de Informação e Comunicação. No período de 10 a 12 de maio estaremos em São Paulo, na Interdidática - Feira Internaconal de Tecnologia ducacional. Vocês têm razão: esse é o único caminho.
Seg, 04 de Abril de 2011 15:34
 
Abigail França Ribeiro
A Rede Mebox esteve representada no Congresso Internacional PeopleNet in Education, em São Paulo, dia 25 de março, onde Tiago Muriel palestrou especificamente sobre a utilização das Redes Sociais na Educação. E a Rede tem divulgado todos os eventos que discutam a inovação na Educação e as novasTecnologias de Informação e Comunicação. No período de 10 a 12 de maio estaremos em São Paulo, na Interdidática - Feira Internaconal de Tecnologia ducacional. Vocês têm razão: esse é o único caminho.
Seg, 04 de Abril de 2011 15:34
 
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